O ofurô japonês das capivaras
Se você já viu a foto da capivara de olhos fechados na água quente, com uma fruta amarela na cabeça, ela é daqui.
A tradição nasceu em 1982, no zoológico Izu Shaboten, em Shizuoka: um tratador lavava o recinto com água quente e viu que as capivaras não queriam mais sair. O banho virou atração de inverno, com yuzu — uma fruta cítrica japonesa — boiando na água, como no banho de solstício que os japoneses tomam em casa.
É de lá que vem a imagem da capivara com a fruta na cabeça, que é meio acidente e meio hábito: a fruta boia, a cabeça fica no nível da água, e às vezes as duas coisas se encontram. Nenhuma outra foto explica melhor por que esse bicho virou símbolo de calma.
No jogo
A fase lenta de propósito, sem predador nenhum. Ficar no banho quente, equilibrar a yuzu na cabeça com toques miudinhos e resistir à vontade de sair da água. Quem passou o jogo fugindo de onça precisa desaprender a pressa. Terminar bem leva a fruta para as outras fases.